quinta-feira, 28 de outubro de 2010

"O meu limite é do tamanho da minha vontade."


Ela precisava sentir novamente aquele verde penetrar em sua alma e despertar o fogo que alí já estava se apagando.Precisava se sentir 'resgatada' por aquele sorriso que só ela compreendia...Só ela entendia o que havia por trás daquela meia lua e descobria os diversos significados daquilo. Já se fora o tempo em que ela se sentia insegura diante daquele pecado,e essa tal insegurança era o único empecilho que lhe fazia pensar antes de agir,até então menos mal,agora ficou pior...o pecado era ELA.
Balançava os cabelos e olhava nos olhos como nunca,sorria sem medo e não mais trepidava nas palavras como se fizera um curso de autocontrole,manuseava perfeitamente tudo que podia controlar,tornando-se perfeita manipuladora de si (principamente de si) e dos outros. Se esvaia naturalmente e destemida como sempre recusou-se a fazer,ela tava madura. Madura o suficiente pra saber ter domínio sob todas as partes do próprio corpo...Era soberana perante o espelho e estava orgulhosa no que tinha se transformado. Reconheceu que precisou se censurar,fracassar,cair,chorar,temer pra poder enfim,parar e refletir no que podia extrair de tudo aquilo que passara. Resolveu dormir e desejou ao dia que vinhera a amanhecer,força. Força pra vencer. Assim foi feito,acordou nova. Do jeito que desejara,pôs-lhe um batom vermelho claro em seus lábios,mordeu a parte inferior dos mesmos (como costumava) ,sorriu,virou-se,jogando seus cabelos negros e partiu. Pronta,para outras lições...

domingo, 24 de outubro de 2010

"Continue a nadar,continue a nadar..."

Eu não gosto disso de assumir status: mal resolvida. De vou num vou... Eu acho fraqueza,assim como também acho que se esvair sem segurança também seja. Talvez por isso eu ande assim:1 passo à frente,2 pra trás,um sorriso e meio. Mas uma parte de mim,digo,a maior parte de mim,quer agarrar,agarrar firme e forte,qualquer fio de sentimento alheio que passe próximo das minhas mãos. Eu quero ir,só não quero ir sozinha pra voltar sozinha,que a volta é mais dolorosa e longa que qualquer caminhada de ida. O que eu quero é pouco,é simples...


"Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar."

"...pedir, mesmo em vão, porque pedir não só é bom, mas às vezes é o que se pode fazer quando tudo vai mal."

sábado, 16 de outubro de 2010

No morro do pau da bandeira



"Como eu queria que fosse em mangueira
Que existisse outro Zé do Caroço
Pra dizer de uma vez pra esse moço
Carnaval não é esse colosso
Nosso samba é raiz é madeira
Mas é o morro do pau da bandeira
De uma Vila Isabel verdadeira
É que o Zé do Caroço trabalha
O zé do caroço batalha
E que ganha o preço da feira
E na hora em que a televisão brasileira
Destrói a gente com a sua novela
É que o Zé põe a boca no mundo
E faz um discurso profundo
Ele que ver o bem da favela
Esta nascendo um novo líder
No morro do pau da bandeira..."

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

"Deixa ela..."


D.: - Eu não entendo essas barreiras de Bruna!

Pois é,eu entendo. E entendo muito bem. Eu entendo que vivo entre barreiras maiores do que eu posso ultrapassar e sei que carrego muitas pessoas comigo. Sei que minha personalidade me maltrata,e muito, diante de situações onde pessoas me impõe limites...
Porque minha alma sente a necessidade de voar,de ser livre,de ser mundo. Eu nasci pra viver assim,assim mesmo.

"Now the deed is done
As you blink she is gone
Let her get on with life
Let her have some fun..."

"Ela desatinou, viu chegar quarta-feira
Acabar brincadeira, bandeiras se desmanchando
E ela inda está sambando
Ela desatinou, viu morrer alegrias, rasgar fantasias
Os dias sem sol raiando e ela inda está sambando..."

quarta-feira, 6 de outubro de 2010


"Quando eu soltar a minha voz
Por favor, entenda
Que palavra por palavra
Eis aqui uma pessoa se entregando
Coração na boca, peito aberto
Vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida
Que eu estou cantando
Quando eu abrir minha garganta
Essa força tanta
Tudo que você ouvir
Esteja certa
Que estarei vivendo
Veja o brilho dos meus olhos..."

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