Dei conta de quantos leões já matei pra chegar onde estou hoje. O quanto eu aprendi,o quanto eu cresci,o quanto eu descobri como
resolver problemas que pareciam insolúveis,o quanto eu perdi,o quanto eu ganhei,o quanto eu deixei pra trás e por aí vai.
Termina que nossa vida é um jogo. E tudo que passamos são apenas fases,fases para que possamos alcançar nosso topo,nosso nível superior. E por fim,o chefão de todo o jogo,eu.A primeira pessoa do singular se faz a mais temida,a mais indecifrável...Além de sermos persistentes em dizer que só nós mesmos nos conhecemos.Pensando bem, até que por parte pode ser,pois apenas nós sabemos quem somos de verdade,e porque mudamos,e pra quê mudamos,e o que viramos,como viramos... Vivemos em constante metamorfose,sempre há uma parte de nós irreconhecível.
É quando fazemos algo e pensamos: Não acredito que fiz isso. Ou quando dizemos algo que não queriamos dizer,ou quando pensamos algo que não queriamos
pensar.Cada um grita um mundo diferente,com depressões,montanhas,altos e baixos. Paus,pedras,quente,frio,fogo e água. Princípios,anseios,desejos e sonhos.
Conflitos continuamente entre eu e eu,e se faz a rotina.
Sabe,hoje eu estava pensando o quanto minha família é inversa ao padrão nacional. Analisei,e vi que a filha mais velha é quem carrega a sabedoria da mãe,e como sabe manuseá-la para resolver situações. É ela quem pergunta para o irmão mais novo o que ele ta achando de tudo que ta acontecendo,por saber que ele só confia nela.E ele tão pequeno,já é sábio o bastante ao ponto de saber a pessoa certa para se expor,pois sabe que se o que ele pensa cair em ouvidos errados,tudo pode virar um caos. A filha mais velha escuta-o,cala-se e procura desatar os nós da melhor forma possível. Os pais jamais saberão o que se passa na cabeça dela. Até porque têem uma visão de fraqueza sobre ela,por pensarem que ela nao carrega tal nível de maturidade,por pensarem que ela se preocupa com coisas fúteis da idade,e não sabem que mal a conhecem. Tão jovem,porém tão mulher. Mulher o suficiente de se afimar ser,de tomar as rédias,de saber o quanto vale seus princípios. De enchergar quanto vale tais principios dos outros. Mulher que escuta,compreende,dá opinião,e sabe quando é melhor calar-se. Tão mulher que sabe o tamanho da criança que existe em si,e que não é difícil de mostrá-la. O que é dificil de mostrar é o 'ser tão mulher',que é.
Vou sendo quem acham que sou,até eles criarem maturidade suficiente de enchergar além do que se ver. Precisam aprender a enchergar além do determinismo,precisam aprender a enchergar com mais audácia,com mais sabedoria. Precisam enchergar além das lágrimas,dos sorrisos,dos olhares...Precisam ser um pouco mais,um pouco mais além, para compreender quem me tornei. E a quanto tempo isso ocorreu. Mas eu sei que cabe só a mim entender minhas derrotas e vitórias,decidir o que é certo e errado,escolher caminhos e segui-los. Cabe só a mim,saber quem sou,de fato. Porém venhamos e convenhamos,é sempre viável saber que os outros saibam até onde você chegou. Sou grande menina,pequena mulher...ou grande mulher,pequena menina. Ah,tanto faz.

E "Cada um sabe a delícia de ser quem é".



1 comentários:
Vc é A meninamulher tao mulher menina =D
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