quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Um copo e meio



Hoje me lembraram o quanto eu florescia diante do amor. Inevitavelmente lembrei-me das inúmeras cores que minha alma produzia diante dele. Lembrei da sensação de 'estar sempre sorrindo',assim mesmo em gerúndio. Era tudo tão contínuo e intenso que eu esquecia das coisas mais impossíveis de se esquecer. Escrevia tão bem que tinha o prazer em ler e re-ler as tais descrições que gostava de fazer. Era como se cada paixão fosse definitivamente única. (E um filme veio passar em minha mente agora.) Eu gostava especialmente de cada cheiro,particularmente de cada sorriso,extremamente de cada mania e hoje me vejo apaixonada por não sei. Tem dias que acordo feliz por isso,tem dias que sinto falta daquilo,acordo pensando em chutar o balde e só vou dormir depois de monólogos inacabáveis. Engraçado... Uma hora pedia pra esquecer ,outrora clamava por autocontrole. Quando tenho,enfim,o equilíbrio em mãos,peço para viver alucinadamente vunerável ao mundo e suas criações,novamente. Talvez seja isso que me irrita,essa tal incompatibilidade que estou tendo comigo mesma,cansei de ser essa constante variável que não sabe o motivo do seu coração bater mais forte,não sabe se está apaixonada ou se está se apaixonando. E que carrega consigo de um lado a 'experiência' de que tudo uma hora vai passar e do outro a esperança de que tudo vai mudar .
Mas o mais importante é que em meios de dúvidas,dívidas e dádivas o gerúndio do 'sorrindo' continua a caminhar ao meu lado. No fundo é gostoso sentir que a alma está livre e você está em constante vôo,aproveitando o que se é aproveitável e transformando o que,por sua vez,não seria. Uma hora estarei por completa,sabendo o que faço com esse coração,firme em meus sentimentos...Assim que eles se decidirem quem vai gritar primeiro.


"Pode dançar essa noite
E amanhã pensar: Quem diria...
Quem não entendeu eu lamento
Quero que entenda algum dia aaahhhhhh..."
Oswaldo Montenegro

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